A prefeita de Macau, Flávia Veras, formalizou uma denúncia ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) de ‘cara limpa’, diferentemente dos seus algozes que denunciam suas narrativas de maneira anônima, neste ato a prefeita aponta uma rede de violência política de gênero e desinformação que vem sofrendo desde sua eleição. A denúncia, baseada em indícios e evidências coletadas DESDE A CAMPANHA ELEITORAL ao longo de sua gestão, destaca ataques coordenados por membros do grupo político liderado por José Antônio de Menezes Sousa, ex-prefeito de Macau e candidato derrotado nas últimas eleições municipais.
Flávia Veras relatou que os ataques não se limitam a críticas políticas legítimas, mas envolvem uma série de difamações e campanhas de deslegitimação, com o objetivo claro de minar sua autoridade e enfraquecer sua gestão, especialmente devido ao seu gênero e à sua condição de mulher jovem no poder. Esses ataques, segundo a prefeita, se intensificaram durante a campanha eleitoral de 2024 e continuam até o presente, com mensagens de desinformação e ataques pessoais veiculados por meio de meios de comunicação locais como a Rádio Salinas e as plataformas digitais de Leandro de Souza, um blogueiro local alinhado com o ex-prefeito de Macau.

A denúncia de Flávia Veras destaca o papel central de José Antônio de Menezes Sousa na coordenação e financiamento dessa rede de ataques, que inclui:
Maxwell de Almeida, apresentador do programa “Café com Notícias” na Rádio Salinas, que, segundo a prefeita, se utiliza de picardias misóginas para ridicularizar sua aparência, forma de vestir e até mesmo a maneira de se expressar. Maxwell, também, teria atacado diretamente sua capacidade de governar, insinuando que ela seria incapaz de administrar o município.
Leandro de Souza, um influenciador local com um blog que alcança um número expressivo de internautas, que, com base em sua plataforma digital, tem propagado informações falsas e acusações infundadas, associando a prefeita a práticas ilícitas sem apresentar provas substanciais.
A prefeita, no entanto, ressalta que a denúncia não se baseia em suposições, mas em indícios e evidências claras de que há uma rede criminosa sendo utilizada para propagar desinformação e atacar sua liderança. Flávia Veras explicou que a violência política de gênero não se limita apenas aos ataques pessoais, mas se estende ao uso de meios de comunicação para controlar a narrativa pública e enfraquecer a confiança popular em sua gestão.
Além disso, Flávia destacou a utilização indevida da Rádio Salinas como ferramenta de propaganda negativa. A rádio, controlada por membros próximos ao grupo político de José Antônio, tem sido acusada de veicular conteúdos desinformativos e atacar a imagem da prefeita de maneira sistemática, através de programas como “Café com Notícias” e “Macau em Notícias”, apresentados por Maxwell de Almeida, Eduardo Carlos e Shayan Bezerra.
Na denúncia, Flávia Veras pede que o Ministério Público apure com a máxima urgência os indícios de abusos de poder e manipulação midiática, solicitando que sejam investigados o financiamento e a remuneração dos envolvidos, especialmente em relação à Rádio Salinas, para verificar quais os patrocinadores e idealizadores dos programas que têm sido utilizados para deslegitimá-la.
Flávia reitera que seu pedido é para que toda a rede de desinformação e os ataques à sua honra e dignidade sejam apurados, com o objetivo de garantir que a verdade seja restabelecida e que os responsáveis por essa violência política de gênero sejam responsabilizados. Ela destaca que, além da questão jurídica, o que está em jogo é o respeito ao processo democrático, que deve ser protegido contra a disseminação de discursos de ódio e desinformação, especialmente no caso de mulheres na política.
A prefeita aguarda agora a análise do Ministério Público, que deve decidir sobre as providências que serão tomadas para investigar a rede de ataques e garantir o cumprimento da lei. Ela também se coloca à disposição para fornecer informações adicionais e colaborar com as investigações, reiterando a importância de preservar a integridade da gestão e da democracia local.
















