A aprovação do projeto que destina recursos para o São Pedro 2026 em Severiano Melo reacendeu o debate sobre prioridades na aplicação do dinheiro público no município.
Segundo vereadores da oposição, o projeto original enviado pelo Executivo solicitava R$ 700 mil para a realização da festa, mesmo já existindo R$ 200 mil previstos no orçamento. Com isso, o valor total poderia chegar a R$ 900 mil, o que foi considerado excessivo por parte do Legislativo.
Após discussão em plenário, a Câmara aprovou um acréscimo de R$ 300 mil. Somados aos R$ 200 mil já previstos, o montante final autorizado ficou em R$ 500 mil — ainda apontado por parlamentares como um valor elevado para um evento de curta duração.
Durante o debate, vereadores também destacaram a existência de uma orientação do Ministério Público que estabelece limites para gastos com contratação de bandas em municípios de pequeno porte. De acordo com esse entendimento, cidades com coeficiente 0.6, como Severiano Melo, deveriam limitar esse tipo de despesa a cerca de R$ 300 mil.
Apesar de reconhecerem a importância cultural do São Pedro, os parlamentares reforçaram que não são contrários à realização da festa, mas defendem maior equilíbrio na destinação dos recursos públicos.
Eles apontam que o município ainda enfrenta problemas estruturais, como estradas vicinais em condições precárias e deficiências na limpeza urbana, tanto na sede quanto na zona rural.
Para os vereadores, o momento exige cautela e responsabilidade na gestão. “Não somos contra a festa, mas precisamos discutir prioridades. A população precisa de serviços básicos funcionando”, destacaram.
O tema deve continuar gerando discussões entre poder público e população, especialmente diante do contraste entre os investimentos em eventos e as demandas cotidianas da cidade.














